Fatos Interessantes
Você sabia que a Araucária (Araucaria angustifolia) é conhecida como um “fóssil vivo”? Esta planta pertence a uma linhagem que já existia quando os dinossauros habitavam a Terra! Outra informação interessante é seu valor cultural e gastronômico: ela é responsável pela produção do pinhão, uma semente nutritiva que serve como alimento para várias espécies da fauna local, como a gralha-azul, além de ser um ingrediente tradicional na culinária brasileira.
Características
A Araucária é facilmente identificável pela sua forma incomum, que se assemelha a um cálice ou um grande candelabro em sua fase adulta. Ao contrário de outras árvores, ela possui um tronco reto e cilíndrico, com uma casca grossa e áspera. Suas folhas são aciculares (em formato de agulha), firmes e afiadas, permanecendo verdes o ano todo. Sendo uma gimnosperma, ela não produz frutos carnudos, mas sim grandes e pesadas pinhas que abrigam as sementes (os pinhões) até estarem prontas para serem espalhadas.
Como Cuidar
Para que uma Araucária se desenvolva de maneira forte e saudável, é preciso garantir espaço e ter paciência, uma vez que seu crescimento no início é lento. Ela prefere ficar exposta ao sol pleno e em terrenos bem drenados, profundos e ricos em nutrientes. Como é originária de áreas mais elevadas, aprecia climas mais frios e é bastante resistente às baixas temperaturas. É crucial evitar o encharcamento das raízes e assegurar que haja espaço ao redor, pois pode crescer impressionantemente, alcançando mais de 30 metros de altura.
Onde Fica
A Araucária se destaca na Mata de Araucárias, uma floresta característica das regiões de alta altitude no Sul do Brasil e em partes montanhosas do Sudeste (como em São Paulo e Minas Gerais). Aqui no Animália Park pode ser observada em alguns pontos da reserva, em especial no entorno do recinto dos Mandris, logo após os Rinocerontes-Indianos, bem ao meio do caracol da passarela. Encontra-se em risco crítico de extinção, categorizada dessa forma pela IUCN devido ao desmatamento intenso e à exploração excessiva, com menos de 1% de sua vegetação nativa atual, tornando essencial sua preservação para a biodiversidade do Sul do Brasil.